sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Surfando na capital paulista

O Estadão hoje traz a notícia de que o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, sr. Fernando Haddad, subiu nas pesquisas, enquanto que o candidato do PSDB, antes bem à frente de todos, sr. José Serra, perde pontos e empata com o petista tecnicamente.

Quando eu era criança, o dono do campinho de pelada tinha o direito de sempre jogar, se houvesse mais jogadores do que posições disponíveis. Era-lhe direito sagrado, sob pena de ninguém jogar bola.

Pois bem, o sr. José Serra, dono do partido,  de há muito acha que é -pessoalmente como devia mesmo ser - a melhor pessoa a disputar algum cargo executivo em quaisquer dos níveis nacionais, mas deveria - como também devia mesmo ser - olhar-se no espelho, e ter um mínimo de percepção de que as derrotas do  seu passado afluem mais fortemente a cada nova verificação.
Urge renovar, mas não com Aécio Neves, que já passou do ponto também. O neto de Trancredo Neves só tem potência de voz nos limites do mapa político de Minas Gerais.

Quanto ao candidato do PSDB, não lhe há presença física e nem é mais uma referência intelectual de modo a suplantar a rejeição causada por sua teimosia em conseguir um cargo. Sugere mais uma compulsão, razão que depõe contra si perante seus potenciais eleitores.

O sr. José Serra gasta as últimas reservas de gordura que acumulara enquanto oposição nacional.
Nestas próximas eleições, caso eleito, adia o esquecimento da História, do qual parece lutar bravamente - apenas na intenção.
Infelizmente para ele e para o partido, que se desfaz aos poucos desde o distanciamento do sr. Fernando Henrique Cardoso, acredita que sua imagem, sua fotografia, é suficiente para vencer.

Como sempre no ninho tucano, a vaidade é a plataforma, cuja natureza está mais para prancha de surfe.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

É possível?

Ninguém tão bem atualizado no processo do Mensalão como um ministro do Supremo Tribunal Federal.
 
Mais do que ninguém um dos magistrados do STF sabe o peso de cada voto de seus pares antecipadamente. É impossível, pode-se afirmar, haver dúvida de como cada um deles votará num processo, mesmo porque o processo é um só e as discussões, mesmo informais, acontecem.
 
É possível supor que os srs. Dias Toffoli e Lewandowski, ao medir o peso dos votos dos demais, resolvessem votar pela absolvição do sr. João Paulo Cunha, pois suas posições, pelo conjunto da obra que se desenhava, não prejudicaria a justiça perante a sociedade?
 
Ficariam bem perante os padrinhos em agradecimento por suas togas e sairiam apenas arranhados perante o olhar atento do cidadão comum?
 
Seria imaginação demais pensar nisto. Certamente os ministros contrários à maioria votaram com suas consciências mesmo.

Inércia, uma das leis de Newton tem este nome

http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Eduardo_Alves
Deputado Henrique Eduardo Alves
Vai levar um bom tempo para que os políticos, funcionários públicos e empresários entendam o que se passa ora no Brasil.
 
É o que se chama inércia, fenômeno ligado a ações espaciais, que tanto diz que os objetos se opõem a entrar em movimento, quanto em parar. Neste último caso, quanto mais massa e quanto mais energia originária no rolamento de uma bola, mais difícil fica interromper seu movimento.
 
A explicação que o sr. Henrique Eduardo Alves dá para justificar sua ação como lobista em favor de um amigo empresário, dá a clara confirmação de que o parlamentar, que é candidato a presidente de uma casas legislativas de Brasília, ainda não entendeu o freio posto pelo STF ontem.
 
A massa e a energia combinadas pela corrupção por décadas entranharam-se-lhes fundo; e vai mesmo levar um bom tempo antes desta bola desacelerar pelo menos a velocidades aceitáveis.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Notório saber

A impressão, de quem não é advogado, que se tem sobre a atuação dos juízes no STF e seus comportamentos fora do plenário é que o tal do notório saber como uma das exigências que permitem o assento numa das cadeiras do tribunal é um conceito muito subjetivo.
Na verdade, saber se algum candidato ao preenchimento de alguma vaga no Supremo tem muito conhecimento é tarefa de uma única pessoa, que consulta ou não outras a fim de balizar-se na indicação. Assim, os parâmetros pessoais, a cultura própria, o conhecimento técnico individual é que pesam na escolha.
Além disto, o que significa notório saber? Mais vago que isto é a presença de funcionário público nas repartições.

Um candidato a ministro do STF é indicado pelo chefe do Executivo e submetido a uma sabatina por senadores que até hoje rejeitaram apenas um nome indicado. E isto foi num senado de há mais cem anos, conforme Ricardo Setti.

Por ser o cargo de ministro uma indicação política, vê-se resultados bem distantes do esperado para o Supremo.

Há quem diga que o STF já não é mais uma casa circunspecta, e nisto há certa comemoração, como uma evolução, um espanar de mofos antigos, mas quando no plenário se veem assuntos de gravidade trazerem à baila indícios de que as coisas não são como deveriam ser, não há como nos sentirmos seguros, amparados pela Justiça.

Se há notório saber, os votos baseados em autos deveriam trazer concordância quase unânime e não contrapontos, pois isto leva a duas conclusões: um dos juízes não sabe do que está falando, ou há uma tendência a faltar com a verdade.

É aí que está o perigo da insegurança jurídica.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Novos tempos

Enfim, pelo caminho mais tortuoso, parece-nos ver uma mudança nos hábitos centenários da política brasileira.
A reportagem de Toledo traz uma constatação do que sempre suspeitávamos; passamos a ter uma certeza com o advento do julgamento do Mensalão e agora a vemos como comprovado que o financiamento de campanha era feito com recursos em mão dupla. Dava-se, para que se pudesse receber lá frente, numa relação nada franciscana.

Com as preliminares da Justiça, puseram-se todos a barba no pote de água, pelo menos para estas eleições.

O julgamento do Mensalão, independentemente de seus resultado direto, já contribuiu enormemente para uma melhoria nas relações dos três poderes com a cidadania. Mesmo que à força.

Investimento ou despesa?

A afirmação de que a Infraero está fazendo obras no Galeão, Rio de Janeiro, para prepará-lo à iniciativa privada é bastante estranha.

Esperemos que isto seja investimento e não despesa para os cofres públicos. Aguardemos o edital para sabermos se as despesas desta obra serão levadas em conta na hora de fixar o preço mínimo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Triste momento

A notícia de que os policiais federais, que tanto contribuíram para o país a ponto de ser considerados como os mais confiáveis perante a população, dá mostra de que as coisas não são tão boas assim.

Primeiro, prejudicaram os viajantes com a operação padrão, pela qual, minuciosamente e sem pressa, fizeram seu trabalho; agora ameaçam, após a proibição judicial, fazer o inverso, isto é, não fiscalizar nada.

É uma afronta declarada ao estado de direito, uma vez que um policial não pode abdicar de suas obrigações essenciais, que é a proteção,  poder constitucional que só eles detêm.

Enfim, não é uma atitude correta fazer a vistoria como manda o figurino apenas nos momentos das operações padrão, assim como não é defensável fazer vista grossa para o que deveriam considerar como suspeito ou crime.

Os líderes grevistas estão olhando apenas para os próprios bolsos. Nada mais.

Correndo por fora

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Serra
José Serra
O sr. Celso Russomano empatou nas intenções de voto pela pesquisa do Ibope com o sr. José Serra. É, de certa forma, uma surpresa o desempenho do político oriundo da tevê à corrida para a prefeitura de São Paulo.

Longe das municipais, o sr. José Serra vem competindo à cadeira da presidência da República sem sucesso. Até agora, não convenceu o eleitorado de lhe pôr nas mãos a caneta do Executivo; quando muito, permitiu-lhe dirigir um dos estados, o de São Paulo, o que já é um grande voto de confiança.
Resignado pela impossibilidade do cargo maior, aceita a prefeitura. Sonha usá-la como trampolim, mas não para um salto descendente. Pelo contrário, quer utilizar a elasticidade da plataforma para se agarrar na de cima, numa nova e invertida modalidade ornamental olímpica.
Mas, sugere-se que sua candidatura à prefeitura da maior capital estadual do Brasil não terá tantos botões verdes apertados nas urnas, principalmente pela surpresa do concorrente insuspeitado, bem mais jovem e muito mais ligado ao povo.

Serra desgastou-se sobrenameira, envelheceu fisicamente, mas não desceu da eterna vaidade tucana, que é a de achar-se acima intelectualmente das demais pessoas, e não só de candidatos concorrentes.
Não se enxerga a pessoa de Serra, fora da época de campanha, tomando um cafezinho num botequim; não é uma pessoa que demonstre ser de espírito simples; há uma pompa subjacente a seu modo de falar, andar e olhar que não lhe traz nenhuma simpatia marqueteira.

Está candidato porque não consegue ser de outro jeito; necessita do poder, mesmo que não perceba o efeito abrasivo do tempo passante a carunchar-lhe a existência política, enquanto embevecido no espelho do toucador de seu camarim de circo de lona remendada, a exibir uma única atração: apenas um tucano sem o brilho da juventude partidária distante.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Será?

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_cient%C3%ADfico
Método científico
Vou fazer um exercício de futurologia sobre como os ministros se pronunciarão no julgamento da Ação Penal 470, no dito Mensalão.

Absolverão na totalidade:

Ministro Celso de Mello
Ministro Marco Aurélio
Ministro Lewandowski
Ministro Dias Toffoli

Condenarão na totalidade:

Ministro Joaquim Barbosa
Ministro Gilmar Mendes
Ministra Cármem Lúcia

Condenarão/Absolverão um ou outro:

Ministro Luiz Fux
Ministra Rosa Weber

Não votarão:

Ministro Ayres Britto
Ministro Cezar Peluso




Tipo exportação

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Futebol
Seleção Brasileira de Futebol
Futebol, no Brasil,  é produto de exportação; é visibilidade, é marca de grife. Não pode ser tratado como uma coisa qualquer.
Nelson Rodrigues cunhou a frase "a pátria de chuteiras" e creio bastante no conceito subjacente a ela, embora haja quem discorde deste pensamento ao dizer que futebol é futebol, isto é, que não deve ser encarado além de sua face lúdica.

O minério de ferro e a soja, por exemplo, é que são os produtos "sérios" - segundo esses defensores da imaterialidade do futebol -, mas se esquecem que esse esporte profissional e organizado, que tanto apaixona os brasileiros, traz divisas também.
A marca Brasil vale muito.

Isto posto, amistosos como a CBF tem feito nos últimos anos, é pôr em risco este valor de marca.
Recentemente, a seleção brasileira jogou na África mais de uma vez, para platéias pequenas, em campos muito parecidos com os de várzea, e não jogou seguidamente em nenhum centro financeiro importante. Pior, quando jogou, perdeu.
Submeteu-se por dinheiro. Parecia estar de pires na mão; raspava na sugestão de ser um produto de segunda categoria a mendigar oportunidade para atuar, como se dele precisasse para sobreviver, tudo isto a evidenciar a costumeira miopia dos dirigentes da CBF - sempre suspeitos de corrupção aqui e no exterior - perante a grandeza da história de nossas seleções, cuja existência seria apenas a de encher os cofres da instituição.

Alguém viu a Alemanha, a França, a Inglaterra jogar com algum time da Índia, da Indonésia, da Bolívia, por exemplo? Por que não jogaram? Por pedantismo? Claro que não.
Eles sabem o quanto custa manter jogadores e quanto vale o nome que conquistaram perante a mira internacional, mesmo distantes em importância de uma seleção brasileira.

Não é saudosismo das glórias passadas. É apenas estatística.



terça-feira, 14 de agosto de 2012

De cair o queixo

Pelo que andam dizendo todos os advogados perante os juízes do STF, os dois procuradores gerais da República, sr. Antônio Fernando e sr. Roberto Gurgel, são um mar de ignorância técnica ao criarem a peça de acusação no processo da Ação Penal 470, vulgo Mensalão.

Sim, porque todos os réus "são inocentes e não há nenhuma prova nos autos contra eles".

Fantástico.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Consequências do julgamento do Mensalão

Os réus que forem verdadeiramente culpados, mas inocentados pela Justiça nos fins dos trabalhos do STF  e se candidatarem e vencerem qualquer eleição, saberão que serão vigiados bem de perto por todos, diante de tamanha visibilidade.
Suas vidas serão vasculhadas constantemente, e não farão tudo que fizeram antes do julgamento.

Para os realmente inocentes e absolvidos, a mesma vigilância os engrandecerá.

Um ganho para todos, não só para os réus do processo.

Pé-sujo

As sustentações orais dos advogados no plenário parecem uma prévia do que rola à noite nos restaurantes frequentados por políticos e por esta mesma classe em Brasília. Talvez Suas Excelências de capinha preta, ao se postarem frente aos magistrados da mais alta corte do pais, andem confundindo o órgão do qual fazem parte, a OAB, que nos Estados Unidos onde costumam passar suas férias é denominado Bar, ao tratar um momento tão solene na história do país com galhofas a tirar risos da platéia, com os botequins mais informais que se pode encontrar.

É uma demonstração da seriedade com que os representantes de parte da Justiça veem de sua missão.

Compostura não se exige somente de políticos não.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mahatma Silva

Marina Silva não arrasta multidões, como fazia Ghandi, mas tem tal qual o dom da palavra que remexe no nosso íntimo a cada resposta dada.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marina_Silva
Marina Silva
Multidões nem sempre respondem a motivos ensejados por reflexão, são mais afeitas a estádios de futebol, onde se exercitam predominantemente os cerebelos.

Em termos de reconhecimento possivelmente tem mais observadores no exterior. Aqui, incomoda muita gente e, portanto, desligam-lhe os microfones ou, de maneira pior, tentam desacreditar o que vai na essência de suas mensagens.

Fala com a segurança de uma professora, coisa que realmente é naturalmente, mas comete erros primários no falar erudito da língua, o que não prejudica o contexto no qual se estampam suas afirmações. É, na verdade, mais um reforço de seu valor: transmite o que deseja dizer com palavras muito bem postas em construções aparentemente não embelezadas; é a graça que existe no trincado de um belo mosaico.

Ao se comparar sua aparência física com o modo pelo qual se expressa, é um cisquinho de gente amparando uma gigante.

O programa Caminhos Alternativos da rádio CBN dá uma amostra da firmeza herdada e desenvolvida por ela. Ao abrir a página, clique na seta vermelha para tocar o programa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tática

http://pt.wikipedia.org/wiki/Raposa
Raposa
Para os críticos do sr. Lewandowski e do sr. Toffoli no julgamento do mensalão, nos quais me incluo sob percepção de leigo que necessita ter uma opinião para consumo próprio, não será uma tática de raposas velhas o desempenho de ambos hoje?

O sr. Lewandowski sabia muito bem que sua participação não teria nenhum peso diante da decisão anterior do Tribunal, mas demonstrou boa vontade para com seus padrinhos de indicação ao cargo, e que pagava assim sua dívida de gratidão ao sustentar algo na defesa indireta dos mensaleiros.

O sr. Toffoli, por seu turno, sacrifica sua gratidão aos seus num primeiro momento, por justamente e também saber que a proposição do advogado sr. Thomaz Bastos não iria a lugar nenhum, para depois, quem sabe, se sentir mais à vontade para votar a favor dos mensaleiros, agora tendo seus críticos amaciados pela primeira participação.

É delírio? Também acho.


Percepções

http://pt.wikipedia.org/wiki/Graham_Bell
Alexander Graham Bell
É possível que, pelos sinais do julgamento do Mensalão, as coisas realmente não mais serão as mesmas para os malfeitos.

Entretanto, a percepção de que em nosso país os poderosos sempre vencem, a rendição da Anatel às operadoras suspensas é uma muito má impressão.

Se não era para valer a punição, que nos poupasse da frustração de sermos trouxas, não punindo e empurrando os problemas apontados com a barriga como sempre fizeram. Ficaria menos feio.

Liberando a venda de chips, nos parece que uma possível pena aos malfeitos do Mensalão ainda levará um bom tempo para despertar o sentido de precaução naqueles que rompem contratos e maltratam a população.

Mensalão: Estranha avaliação

O sr. Ministro Lewandowsky se manifesta a favor do pedido do advogado Thomaz Bastos, que é o de desmembrar o processo, a fim de que os réus que não tenham foro privilegiado sejam julgados por outra instância, deixando no STF apenas aqueles que a Constituição expressamente atribui a pertinência da instância maior.

O estranho disto é que, supostamente, o sr. Lewandowsky não poderia saber da estratégia do advogado solicitante do desmembramento para ter tantas laudas em defesa daquele pedido.


O Futuro

O julgamento do Mensalão está pesando no coração dos ministros. Mais hoje do que em qualquer outro dia, naturalmente.

A despeito da exigência de imparcialidade, do esforço neste sentido, ali há pessoas passíveis de sentimentos e vontades tais como instinto de sobrevivência política, sentimento de preservação de honra, vaidade, gratidão, enfim, sob todas as forças que determinam como o ser humano se comporta em sociedade.

E é também por isto que são votos e não decisões. O resultado é um acórdão, pois é o resultado da cabeça de muitos, colegiado pelo qual se aplainam as fraquezas humanas.

Mas, acima de todas as características destes representantes da Homo sapiens, também sabem que seus nomes estarão na História.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Expliquem-se!

O Ministro da Fazenda, sr. Guido Mantega, convocou o presidente da GM do Brasil à Brasília, a fim de que "explicasse" a intenção de demitir mais de mil operários.

À saída, o sr. ministro disse que tudo estava muito bem embasado, as razões muito justas.

Tem sido assim há décadas, mais notadamente como no tempo da sra. Dorothea Werneck, famosa mais pelas gargalhadas que costumava dar frente às câmeras fotográficas do que propriamente por desempenho nas duas pastas que nas quais atuara.
Naquele tempo, por motivos inflacionários, batia-se com os punhos na mesa e exigia-se que os plutocratas fossem à Brasília dar suas razões por ter aumentado os preços.
Iam, explicavam, e tudo ficava maravilhosamente bem, com os preços em alta mesmo.

Agora o sr. Mantega está muito satisfeito, pois, no encontro das contas entre contratação e demissão através dos anos, a GM explicou que contratou mais do que demitiu.

Então tá. Fico explicado também.

Dando a deixa

O Procurador Geral da República, sr. Roberto Gurgel, deu a deixa para o Ministro Dias Toffoli se auto-intitular impedido.

Disse o sr. Gurgel que "ainda vai pensar na possibilidade", que é a de pedir ou não o impedimento do Ministro no início do julgamento de amanhã.

É claro que o Procurador já tem tudo decidido, mas dá a chance de o sr. Toffoli sair-se bem, declarar-se suspeito, exercitar seu foro íntimo, sem constrangimentos.

É esperar para ver.