O Estadão hoje traz a notícia de que o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, sr. Fernando Haddad, subiu nas pesquisas, enquanto que o candidato do PSDB, antes bem à frente de todos, sr. José Serra, perde pontos e empata com o petista tecnicamente.
Quando eu era criança, o dono do campinho de pelada tinha o direito de sempre jogar, se houvesse mais jogadores do que posições disponíveis. Era-lhe direito sagrado, sob pena de ninguém jogar bola.
Pois bem, o sr. José Serra, dono do partido, de há muito acha que é -pessoalmente como devia mesmo ser - a melhor pessoa a disputar algum cargo executivo em quaisquer dos níveis nacionais, mas deveria - como também devia mesmo ser - olhar-se no espelho, e ter um mínimo de percepção de que as derrotas do seu passado afluem mais fortemente a cada nova verificação.
Urge renovar, mas não com Aécio Neves, que já passou do ponto também. O neto de Trancredo Neves só tem potência de voz nos limites do mapa político de Minas Gerais.
Quanto ao candidato do PSDB, não lhe há presença física e nem é mais uma referência intelectual de modo a suplantar a rejeição causada por sua teimosia em conseguir um cargo. Sugere mais uma compulsão, razão que depõe contra si perante seus potenciais eleitores.
O sr. José Serra gasta as últimas reservas de gordura que acumulara enquanto oposição nacional.
Nestas próximas eleições, caso eleito, adia o esquecimento da História, do qual parece lutar bravamente - apenas na intenção.
Infelizmente para ele e para o partido, que se desfaz aos poucos desde o distanciamento do sr. Fernando Henrique Cardoso, acredita que sua imagem, sua fotografia, é suficiente para vencer.
Como sempre no ninho tucano, a vaidade é a plataforma, cuja natureza está mais para prancha de surfe.






