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| Seleção Brasileira de Futebol |
Futebol, no Brasil, é produto de exportação; é visibilidade, é marca de grife. Não pode ser tratado como uma coisa qualquer.
Nelson Rodrigues cunhou a frase "a pátria de chuteiras" e creio bastante no conceito subjacente a ela, embora haja quem discorde deste pensamento ao dizer que futebol é futebol, isto é, que não deve ser encarado além de sua face lúdica.
O minério de ferro e a soja, por exemplo, é que são os produtos "sérios" - segundo esses defensores da imaterialidade do futebol -, mas se esquecem que esse esporte profissional e organizado, que tanto apaixona os brasileiros, traz divisas também.
A marca Brasil vale muito.
Isto posto, amistosos como a CBF tem feito nos últimos anos, é pôr em risco este valor de marca.
Recentemente, a seleção brasileira jogou na África mais de uma vez, para platéias pequenas, em campos muito parecidos com os de várzea, e não jogou seguidamente em nenhum centro financeiro importante. Pior, quando jogou, perdeu.
Submeteu-se por dinheiro. Parecia estar de pires na mão; raspava na sugestão de ser um produto de segunda categoria a mendigar oportunidade para atuar, como se dele precisasse para sobreviver, tudo isto a evidenciar a costumeira miopia dos dirigentes da CBF - sempre suspeitos de corrupção aqui e no exterior - perante a grandeza da história de nossas seleções, cuja existência seria apenas a de encher os cofres da instituição.
Alguém viu a Alemanha, a França, a Inglaterra jogar com algum time da Índia, da Indonésia, da Bolívia, por exemplo? Por que não jogaram? Por pedantismo? Claro que não.
Eles sabem o quanto custa manter jogadores e quanto vale o nome que conquistaram perante a mira internacional, mesmo distantes em importância de uma seleção brasileira.
Não é saudosismo das glórias passadas. É apenas estatística.

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