Ficava feio fechar mais um blog, sem ao menos agradecer aos pacientes que me acompanharam. Acredito que não vá mais abrir nenhum.
Estou muito velho para isto, acho também.
A todos que me leram, meu muito obrigado.
Saúde e paz para você.
À sombra do Ipê
domingo, 19 de maio de 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O congresso
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| Brasília |
Há vetos que são ainda do tempo em que o ex-presidente Lula estava na ativa.
É característico deste panorama político, diante do que temos visto com mais agudeza nos últimos dez anos, a irresponsabilidade e o desmando. Não faltam episódios para rebaixar nosso ajuntamento de parlamentares a uma casa de suspeitos - de às vezes explícitos - acordos para beneficiar um grupo de representantes de si mesmos.
Os vetos mexem diretamente com o interesse cidadão e é uma irresponsabilidade fechar os olhos para a análise particular e pormenorizada de cada um deles em benefício de um dos últimos da fila de espera.
É a mais explícita afirmação de que os fins justificam os meios, mesmo que os fins não resultem em provável benefício comum.
Como saber se a votação a toque de caixa não trará no seu âmago algo pernicioso para o cidadão brasileiro como um todo, ou como um elemento da maioria? Quais os vetos estarão sendo votados? E qual será a posição do congresso face a cada um deles? Aprovará ou rejeitará?
É um verdadeiro absurdo tudo isto.
Viva o Brasil! - apesar do congresso.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Pau que dá em Chico dá em Francisco
O brasileiro, em sua grande maioria, não lê, ou lê muito pouco, quando o foco da análise recai sobre livros. Há pessoas que sequer pegaram em algum mais de uma vez por ano por toda a vida e há nomes conhecidos, fáceis de lembrar, como o de Lula.
No rol de famosos, intuo que a presidente, d. Dilma Rousseff, também não é muito chegada às letras, mas certamente já leu alguma coisa.
Um parêntese: por que ler é importante? Porque exercita o cérebro a ligar coisas diferentes, porque a leitura enriquece o banco de dados que temos gratuitamente. Quem não lê, não pensa direito; quem não pensa direito não sabe escrever; quem não sabe escrever passa informação torta.
Quando nosso levantamento estatístico vai em direção à leitura diária de jornais, excetuando-se as páginas de fofoca (até na primeira página sai), as de crime, as de futebol e as das novelas, o brasileiro não toma conhecimento de maneira sistemática - ou não compreende o alcance - das notícias políticas nacionais e internacionais, da importância da Economia, ou simplesmente ignora o segmento cultural.
O sr. José Dirceu esperneia ferozmente. Não quer ir para a cadeia e lança mão de seus últimos trunfos, ou o que considera carta na manga.
Deseja convocar a militância para sair em sua própria defesa, direta ou indiretamente, como neste episódio da cassação dos parlamentares condenados no julgamento do Mensalão.
Diz que é preciso fortalecer o sr. Marco Maia, que também esperneia com vigor.
Esquece-se de que o brasileiro não lê esta parte do noticiário, que ninguém está disponível para criticar a corrupção, assim como também apoiar este suposto desagravo, esta defesa estranha que o antigo líder propõe.
O resultado desta convocação só não será um fracasso total porque a CUT e assemelhados, o PT como organização e algumas outras ONGs espalhadas, fretarão ônibus e distribuirão lanches como fizeram tantas vezes para garantir alguma visibilidade.
Mas, se o pau não deu em Chico para cobrar nas ruas o fim da Impunidade - uma instituição entre nós - e a extinção de sua filha, a Corrupção, não será agora que dará em Francisco, na hora de uma outra borduna desce no lombo dos criminosos.
Quem viver verá.
No rol de famosos, intuo que a presidente, d. Dilma Rousseff, também não é muito chegada às letras, mas certamente já leu alguma coisa.
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| José Dirceu |
Quando nosso levantamento estatístico vai em direção à leitura diária de jornais, excetuando-se as páginas de fofoca (até na primeira página sai), as de crime, as de futebol e as das novelas, o brasileiro não toma conhecimento de maneira sistemática - ou não compreende o alcance - das notícias políticas nacionais e internacionais, da importância da Economia, ou simplesmente ignora o segmento cultural.
O sr. José Dirceu esperneia ferozmente. Não quer ir para a cadeia e lança mão de seus últimos trunfos, ou o que considera carta na manga.
Deseja convocar a militância para sair em sua própria defesa, direta ou indiretamente, como neste episódio da cassação dos parlamentares condenados no julgamento do Mensalão.
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| Marco Maia |
Esquece-se de que o brasileiro não lê esta parte do noticiário, que ninguém está disponível para criticar a corrupção, assim como também apoiar este suposto desagravo, esta defesa estranha que o antigo líder propõe.
O resultado desta convocação só não será um fracasso total porque a CUT e assemelhados, o PT como organização e algumas outras ONGs espalhadas, fretarão ônibus e distribuirão lanches como fizeram tantas vezes para garantir alguma visibilidade.
Mas, se o pau não deu em Chico para cobrar nas ruas o fim da Impunidade - uma instituição entre nós - e a extinção de sua filha, a Corrupção, não será agora que dará em Francisco, na hora de uma outra borduna desce no lombo dos criminosos.
Quem viver verá.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Mais um vez
A frase é tão velha quanto a Bíblia, mas os Estados Unidos fazem questão de renová-la todos os anos: quem com ferro fere com ferro será ferido.
Um massacre aconteceu hoje. Mais um. O sr. Obama chorou ao falar dele. Acreditamos sinceras as lágrimas do presidente americano.
E as outras lágrimas, as das mães e dos pais das crianças mortas?
Os americanos fizeram fortuna pelo comércio de armas e as ostentam para consumo próprio com muito orgulho.
Sua frota naval de superfície e submarina, além das esquadrilhas, estão sempre ostentando seu poder intimidatório, preventivo, a quem ousar barrar-lhes a pantagruélica fome por recursos a bancar sua existência perdulária.
Invadiram a Coréia, o Vietnam, o Panamá, a Ilha de Granada e o Iraque, onde morreram milhares de seus jovens a troco de continuarem a ter supremacia comercial, enquanto se diziam libertadores.
Há sempre pólvora à frente da moral e das ações americanas. E as lágrimas dos pais das infelizes criancinhas estão cheias deste pó infernal. Muitos deles certamente têm armas em seus armários. Seus filhos as veem, crescem e acham que devem continuar a tradição.
Praticamente, o direito de um cidadão comprar e manter armas em casa é sagrado, afora a influência do poderosíssimo lobby dos fabricantes a favor desta situação.
E tanto é grande o amor daqueles cidadãos por estes instrumentos inúteis à boa convivência, à amizade, que chegam ao limite de valorizá-los ainda mais do que a vida de seus próprios filhos.
Irão aprender, mas vão demorar a ver isto.
Um massacre aconteceu hoje. Mais um. O sr. Obama chorou ao falar dele. Acreditamos sinceras as lágrimas do presidente americano.
E as outras lágrimas, as das mães e dos pais das crianças mortas?
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| Arma de fogo |
Sua frota naval de superfície e submarina, além das esquadrilhas, estão sempre ostentando seu poder intimidatório, preventivo, a quem ousar barrar-lhes a pantagruélica fome por recursos a bancar sua existência perdulária.
Invadiram a Coréia, o Vietnam, o Panamá, a Ilha de Granada e o Iraque, onde morreram milhares de seus jovens a troco de continuarem a ter supremacia comercial, enquanto se diziam libertadores.
Há sempre pólvora à frente da moral e das ações americanas. E as lágrimas dos pais das infelizes criancinhas estão cheias deste pó infernal. Muitos deles certamente têm armas em seus armários. Seus filhos as veem, crescem e acham que devem continuar a tradição.
Praticamente, o direito de um cidadão comprar e manter armas em casa é sagrado, afora a influência do poderosíssimo lobby dos fabricantes a favor desta situação.
E tanto é grande o amor daqueles cidadãos por estes instrumentos inúteis à boa convivência, à amizade, que chegam ao limite de valorizá-los ainda mais do que a vida de seus próprios filhos.
Irão aprender, mas vão demorar a ver isto.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Inflação
Possivelmente, com a condenação mesmo que simbólica do sr. José Dirceu, o quadrilheiro-chefe condenado até então pelo Supremo Tribunal Federal, o preço das propinas subirá.
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| José Dirceu |
Isto porque, claro, ficará mais difícil - menos fácil talvez seja a palavra - roubar dinheiro público e, assim, doravante o político ou funcionário público de carreira que se sentir tentado irá pensar duas vezes antes de aceitar algum negócio desses.
Pedirá valores mais altos para participação num esquema, o que poderá indicar maior volume desviado.
Menos gente roubando, mas com maiores recursos envolvidos, dá o mesmo produto.
Contrariando o que foi dito - data maxima venia, sr. Ministro Dias Toffoli -, a pena de prisão é uma boa ajuda para interromper este fluxo fétido.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Estranhos conceitos
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| Dias Toffoli |
O sr. ministro Dias Toffoli fez um discurso inflamado no plenário de hoje do Supremo Tribunal Federal. Disse que é contra dosagens punitivas elevadas na restrição à liberdade dos réus condenados, mais afeitas à idade medieval.
Defende a punição pecuniária como mais incomodativa que a reclusão.
Poderíamos perguntar ao douto ministro se, em caso de corrupção financeira, como foram todos os casos condenados, com qual numerário pagarão as pesadas multas sugeridas por ele?
Com os recursos oriundos dos desvios do dinheiro público, ou com o dinheiro limpo ganho com o suor de cada rosto indigitado pelo braço da lei?
Senhor ministro, por favor, aclare-nos com sua sabedoria. Saberá, por exemplo, se os recursos usados a título de indenização ao estado é de uma dessas origens ou de outras? Pagará o réu condenado com a parte subtraída dos cofres públicos à guisa de devolução e estará livre, e, por consequência, sem nenhuma pena por causa disto?
Sr. ministro, deveremos poupar-lhe das dificuldades de responder estas singelas perguntas e, se Vossa Excelência assim achar adequado, poderá mudar seu voto até o fim dos trabalhos.
Obrigado por vossa atenção.
A igreja do diabo
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| A tentação de Cristo |
Para isto, o Canhoto fez seus estatutos invertendo quase todos os cânones cristãos, menos o da união entre os seus crentes, pois, sem ela, não poderia chegar ao êxito de multidões, naturalmente.
Se havia um código, dariam como legítima a empreitada, que é mais ou menos como falam em defesa do sr. José Dirceu e companhia, pois o estatuto da impunidade é o que mais lhes aquece o coração.
Diz, num de seus trechos:
As turbas corriam atrás dele, entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloquência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs.
Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outro destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade. Um casuísta do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo?
Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? Não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? E o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou a expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.
Mas o Diabo teve uma grande decepção, pegou alguns antes fiéis fazendo o bem às escondidas.
Foi queixar-se a Deus, que lhe respondeu para levar sempre em consideração as fraquezas humanas.
E, vejam só, bastou o STF contrariar os estatutos pelos quais vêm rezando há décadas, se não séculos, para virem todos se queixar da injustiça das coisas.
sábado, 3 de novembro de 2012
Primaveras
Uma notícia do Estadão diz que, pela reportagem do analista Jamil Chade, poderá haver uma Primavera Árabe na Europa, caso os sacrifícios feitos pelas populações dos países endividados não sejam recompensados.
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| Máscara da Alta Idade Média |
Mas, mesmo que haja uma revolta e se tomem os governos à força, sendo as cabeças mudadas, de onde tirarão, os novos mandantes, recursos para satisfazer a necessidade desses povos?
Trocado o governo, o que o novo faria? Assaltaria a Alemanha ou a França? E com quais recursos mobilizariam seus exércitos?
Fora o tempo e o rebaixamento da qualidade de vida para esses infelizes, levados ao estado atual por governos irresponsáveis como um todo, embora bem intencionados individualmente, parece não haver saída para os europeus.
Mas é a marcha da História, não há como evitá-la.
A prosperidade centenária trouxe esquecimento de como era a vida na proximidade da Idade Média.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Muda Brasil!
O sr. José Serra afirma que não é necessário mudar nada no seu partido, o PSDB, outrora o maior de oposição ao PT.
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| Fernando Henrique Cardoso |
A Oposição desapareceu e com ela o multipartidarismo, enterrado pelas coligações interessadas apenas no aluguel, no pagamento dos favores à meia-luz.
Se antes se pensava no encolhimento das vozes contrárias e necessárias à governabilidade como fruto do apequenamento causado pela popularidade do lulismo, o julgamento do Mensalão trouxe à luz a outra possibilidade, a da compra e venda da honra parlamentar.
Mudar é preciso. O conservadorismo deve ser aceito como pontual, apenas. Afora esta transitoriedade, vem o risco da escamoteação, a ocultação das mazelas que minam a nação como um todo.
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| José Serra |
Mudar é necessário; o devir não se pode conter.
Heráclito, há milênios, disse que um homem não entra no mesmo rio duas vezes, pois, na repetição, nem ele e nem o rio são os mesmos.
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| Aécio Neves |
Enquanto o PSDB - se ainda tiver forças para reverter a jornada descendente de referência nacional de voz alternativa - contiver cabeças aliadófobas, estará mais para a Hidra de Lerna, mais para irmãos Chang e Eng, do que propriamente para o desejável cefalópode político.
Os discursos fora do período de eleição, os quais por regra forçam a unicidade, pronunciados por seus líderes frequentemente, exacerbam a vontade dos palcos e, com tantos astros e poucos maquinistas, a coisa não se sustenta.
Na verdade, nosso país carece de mudanças. Uma o STF já ordenou. E já não era sem tempo.
Lógica?
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| Sr. Rui Falcão |
O presidente do PT, sr. Rui Falcão, não se cansa de nos surpreender com lógica de consumo próprio. Neste reino da fantasia, do qual é vassalo e vizir, pode propor o que bem quiser.
Não é à toa que Brasília sempre foi chamada de a ilha da fantasia, e o presidente do partido é cliente do sr. Rourke, o bruxo por detrás do resort da antiga série de tevê.
Nela magina o que quer e fala o que lhe vem à cabeça; se esforça em materializar o que, no fundo, sabe não existir. Tem platéia, entre os seus.
Disse que o PT vai provar que não houve compra de votos...
Pode-se provar que uma pessoa não roubou algo achando o verdadeiro culpado, mas provar que o dinheiro que se apresente claramente numa gaveta não foi roubado é inútil. É confusão mental, a lógica passa ao largo. A coisa está resolvida antes da questão.
Que o sr. Falcão encontre e prove que os culpados são outros. E que livre os corruptos rotulados pelo STF, seus correligionários, da cadeia.
Possivelmente, acredita falar para os que têm a estatura filosófica semelhante à da física do personagem Tatoo.
Possivelmente, acredita falar para os que têm a estatura filosófica semelhante à da física do personagem Tatoo.
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