O sr. José Serra afirma que não é necessário mudar nada no seu partido, o PSDB, outrora o maior de oposição ao PT.
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| Fernando Henrique Cardoso |
A Oposição desapareceu e com ela o multipartidarismo, enterrado pelas coligações interessadas apenas no aluguel, no pagamento dos favores à meia-luz.
Se antes se pensava no encolhimento das vozes contrárias e necessárias à governabilidade como fruto do apequenamento causado pela popularidade do lulismo, o julgamento do Mensalão trouxe à luz a outra possibilidade, a da compra e venda da honra parlamentar.
Mudar é preciso. O conservadorismo deve ser aceito como pontual, apenas. Afora esta transitoriedade, vem o risco da escamoteação, a ocultação das mazelas que minam a nação como um todo.
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| José Serra |
Mudar é necessário; o devir não se pode conter.
Heráclito, há milênios, disse que um homem não entra no mesmo rio duas vezes, pois, na repetição, nem ele e nem o rio são os mesmos.
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| Aécio Neves |
Enquanto o PSDB - se ainda tiver forças para reverter a jornada descendente de referência nacional de voz alternativa - contiver cabeças aliadófobas, estará mais para a Hidra de Lerna, mais para irmãos Chang e Eng, do que propriamente para o desejável cefalópode político.
Os discursos fora do período de eleição, os quais por regra forçam a unicidade, pronunciados por seus líderes frequentemente, exacerbam a vontade dos palcos e, com tantos astros e poucos maquinistas, a coisa não se sustenta.
Na verdade, nosso país carece de mudanças. Uma o STF já ordenou. E já não era sem tempo.



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