A revista Veja desta semana traz um depoimento do sr. Marcos Valério, no qual ele conta o principal, do envolvimento de todos, de cima para baixo na hierarquia palaciana.
E deve ser mesmo verdade.
Não é difícil dar crédito à reportagem, pois os textos publicados pelos periódicos são como a matemática: são verdadeiros ou não são; não há meio termo; não há verdade parcial num caso destes, pois entre várias revelações sobre crimes basta apenas um para jogar no lixo toda uma biografia.
Como na Ciência Exata, o texto pode ser contestado, mas a verdade não pode ter duas caras.
Esperemos os próximos dias.
Enquanto esperamos as consequências desta reportagem, podemos dizer que a Veja recebe pressões políticas de todos os lados, principalmente na pessoa de seu repórter Policarpo, e não seria nada inteligente inventar palavras a esta altura.
Está sempre muito vigiada e, até agora, como seus desafetos não conseguem dizer que suas reportagens anteriores denunciativas eram falsas, limitam-se apenas a desqualificar a revista, mas jamais replicam sobre o teor que lhes incomodara.
Embora tal desabafo do sr. Marcos Valério não influencie o julgamento do Mensalão, por não poder ser introduzido nos autos, fica apenas como registro histórico.
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