Um comentário do professor Marco Antônio Villa, da Universidade de São Carlos, me chamou à atenção. Disse que é muito esquisita esta coisa de chamar os juízes do Supremo de ministros, que foi coisa de emendas ou constituição anterior à vigente e que foi mantida.
Seu comentário vem no bojo da discussão sobre o julgamento do Mensalão, que a revista Veja exibe todo fim de dia em que a ação é julgada, conforme vídeo abaixo.
A questão levantada é, entre outras, a da expectativa dos presidentes de terem os juízes subordinados a eles por gratidão da nomeada, o que confere uma submissão de um Poder a outro, coisa inconstitucional no papel, mas como senso comum arraigado nas mentes de muitos brasileiros.
Realmente, o termo ministro tem esta característica, a de segundo escalão do Executivo, alguém a ser mandado por quem o indica, um cargo de confiança.
Juízes deveriam ser juízes, como têm sido no STF.
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