quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Reich de mil anos

Seja qual for a interpretação da palavra 'Reich' do alemão, se reino, riqueza ou império, tanto faz, pois acaba caindo quase na mesma coisa.

Os nazistas queriam que o poder da Alemanha, desde que sob a orientação do partido e perante as outras nações da Terra, durasse mil anos.

Mantidas as devidas proporções, o projeto do PT através do Mensalão e desdobramentos disto, tinha este mesmo viés, o de permanecer no poder indefinidamente.

Os sonhos megalomaníacos, felizmente para todos, não dão certo. E não por ação exógena, mas justamente pela ação interna por um motivo ou outro.
Ora pode ser por ambição por cargos, depois pela repartição do butim, e mais depois por outra coisa qualquer, tudo na luta interna dos grupos.

Quando a luta é legítima, os desarranjos estruturais dos partidos, das organizações em geral, também acontecem, mas os resultados são diferentes daqueles baseados em corrupção.

Lutas entre ladrões são muito mais sangrentas do que as de simples adversários.

Assim, não foi o STF que desbaratou a quadrilha, mas a ambição desmedida, aquela que trouxe, entre outros acintes à inteligência coletiva, as reuniões dos corruptos às salas do Palácio do Planalto, tudo às claras, como iluminadas eram as inocentes afirmações de que o crime do caixa-dois é dispensável de punição.

Somente a impunidade - e a corrupção sem freio dela advinda - poderia mesmo levar ao Supremo, praticamente de bandeja, todos os que se achavam acima da lei.

Hitler morreu desmoralizado, após seu sonho de tudo poder. Foi o extremo das coisas.

Simbolicamente, o PT suicidou-se com uma capsula de cianureto fornecida pelo sr. Roberto Jefferson, um dos condenados participantes.



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