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| Presidente Dilma Rousseff |
Dona Dilma Rousseff comete, ao meu ver, uma impropriedade, ao dizer que o importante não é o nome de um torturador, mas o modo pelo qual se tortura um ser humano.
Não, d. Dilma; não.
Pense bem, isto leva à impunidade; transfere-se ao acaso o ato e descriminaliza esta abjeta forma de controle social, já que não há rostos.
Sua frase carrega um quê, por outro lado, de efeito mercadológico, pelo qual Vossa Excelência parece pretender elevar-se sobre as mesquinharias humanas, posicionar-se além das coisas sem importância.
Não, d. Dilma; não.
Não há nada de desimportante na violência.
É necessário que se dê nome aos bois, pois assim os reconheceremos, mesmo que sejamos nós a estar na fila do matadouro e não eles. Exige-se revelar a verdadeira face do terror.
D. Dilma, precisamos trazer à luz tudo aquilo que as leis consideram crimes inafiançáveis, para que a Tortura - agora aqui e por mim posta como figura etérea (e como quis fazer Vossa Excelência) - não se esconda no anomimato consentido e passe a ter certidão de nascimento, número de identidade, cpf e número de registro no xilindró.

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