O PSDB é um partido que ocupa a primeira maior bancada da Oposição - até então, pelo menos -, mas que se dilui aos poucos, rarefazendo-se desde a saída de Fernando Henrique Cardoso da militância.
Com o episódio da ligação de Marconi Perillo com Carlos Cachoeira, recentíssimo e sugerindo crime no assunto, tende a diminuir sua influência no cenário geral um pouco mais.
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| Vaidade |
José Serra, em segundo lugar, também bastante articulado com o que diz, é o expoente maior da vaidade partidária, acreditando-se a melhor hipótese do partido aos cargos elevados da república. Deste modo, não admite concorrência, sequer imagina uma disputa, essencialmente filha de visões diferentes, divergências de seu modo de pensar e enxergar os caminhos para que a vitória chegue naturalmente.
Aécio Neves, bastante meticuloso ao expressar-se, vem fechar a trindade envelhecida e desinteressada do verdadeiro progresso da legenda. Não se sabe de suas posições, oscilando para aqui e ali, timidamente, como uma biruta pesada.
Tal qual a existência e permanência de Lula para o PT, o PSDB existe por imposição velada ou explícita a seus membros por ação destas três figuras.
Segue sangrando musgo e teias de aranha em direção ao cemitério, dirigindo seu próprio carro fúnebre, enquanto olha a paisagem, desinteressado do destino geral, penteando-se e maquiando-se continuamente no retrovisor.
A vaidade é uma bússola traiçoeira e a escolha da multicolorida e vistosa ave-símbolo do partido tem tudo a ver com o que acham de si mesmos.

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