Na coluna do Ancelmo Góis, de O Globo de hoje, há a notícia de que o governo federal suspendeu a obrigatoriedade dos fabricantes de bebidas adicionarem suco natural às artificiais, quando citassem um nome de fruta no seu rótulo, a fim de, presumo, não se enganar o consumidor no que diz respeito à saúde.
A obrigatoriedade vem de 1974, com a chamada Lei dos Sucos.
A suspensão - continua a notícia - é a pedido da Receita Federal para d. Dilma Rousseff, pois o fabricante teria um desconto de 40% no IPI ao obedecer a lei.
Há de se perguntar, candidamente, se isto não afetaria o bem-estar do brasileiro, em troca de dinheiro, dado o espírito da lei.
Atentando-se apenas para o lado econômico, se poderia questionar também se a receita obtida com a suspensão desta renúncia fiscal, até então em vigor, não seria anulada pelos custos dos hospitais públicos por cuidar de mais doentes no futuro.
Por outro lado, há um consenso de que os ditos sucos naturais em caixinha nada têm de saudáveis, de modo que esta é uma ótima hora para pôr em debate a dificuldade de se fazerem bons produtos para todos.

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