segunda-feira, 25 de junho de 2012

De Saladino a Assad


Quanto mais leio A Marcha da Insensatez, de Barbara Tuchman, mais vejo que ela tem razão.

Não adianta os exemplos históricos bons e maus, os governantes agem contra si mesmos todo o tempo e muito frequentemente.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Saladino
Ṣalāḥ ad-Dīn Yūsuf ibn Ayyūb (Saladino)

Saladino, segundo a visão muçulmana e até mesmo ocidental, foi um guerreiro sábio e justo para com sua gente e seu nome é respeitado até nossos dias. Bashar al-Assad, seu herdeiro geográfico, muito provavelmente entrará para a História como um sanguinário apenas. Esperemos que todos estejamos errados, para o bem das vítimas e da humanidade como um todo.
Para as vítimas, porque, em caso contrário ao que pensamos aqui de longe do presidente sírio, não seria um massacre, mas mortes resultantes uma guerra que, embora não aprovemos derramamento de sangue em hipótese nenhuma, não há como evitar todo o tempo; para a humanidade, porque não teríamos mais um sanguinário contemporâneo, que poderíamos, neste caso, ter esperança de não conhecer.
Mas está difícil de imaginar coisa assim.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bashar_al-Assad
Bashar al-Assad
Terá Assad a ingenuidade de acreditar que poderá sair desta guerra civil sangrenta e de violência  extrema com a fama de estadista e morrer na velhice assistindo o canto de pássaros em jardim de tâmaras?

Acredito não haver mais tempo para Assad abrir os livros de história e retroceder. Acredito que Haia terá mais um réu daqui a alguns anos, se não acontecer coisa pior como a história recente nos mostrou.

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