segunda-feira, 2 de julho de 2012

Música e Política


Ouça isto, por favor, num intervalo em que possa dispor de sete minutos de seu tempo:



Assim deveria ser a política.

Note que não há nenhum elemento executor dominante, tendo o oboé apenas como presidente. Pelo contrário: há vários matizes, pontos de entrada; de saída; intensidades suaves, vigores contidos; periodicidades arrebatadoras, elevações, submissões altaneiras; sinuosidades mil, enfim, que, no conjunto, nos levam a algo maior que as partes.

É a sublime confirmação de que a visão cartesiana tem o seu valor apenas como apreciação extra, que jamais nos levasse a dispensar a obra completa.

Fiquemos com a música, então, como nosso refúgio, caso os elementos representantes de nossas necessidades políticas insistirem em usar partituras heterogêneas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com crítica serão sempre bem-vindos, desde que não haja ofensa a qualquer pessoa, cuja avaliação é feita discricionariamente pelo moderador.