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| Coletor de Impostos |
O governo, a toque de caixa e de Midas, liberou mais de R$ 400 milhões para senadores e deputados usarem em suas bases eleitorais. O montante final pode chegar a mais de R$ 3 bilhões.
Isto é mais uma distorção do modo de se fazer política.
Por que deputados e senadores deveriam ter dinheiro do governo para fazer melhorias nas comunidades das quais saem seus votos?
A função de deputados é votar leis e deveria ser por esta atuação, por suas posições ideológicas na Câmara, a maior ou menor simpatia do eleitorado nas futuras eleições a que se candidatassem.
Quanto a senadores, de função fiscalizadora das ações governamentais, o zelo com que abraçasse a tarefa lhe daria ou não a visibilidade para recondução ao cargo.
Um parênteses no tema: Deputados e senadores também não têm de dar emprego a ninguém.
Mas avaliação por mérito funcional é muito pouco para Suas Excelências e muito difícil de levar a bom termo. Exige trabalho árduo e competência mínima.
O dinheiro de impostos, e quiçá o da dívida pública, da nação para a propaganda pessoal, gera resultados imediatos e não faz suar a camisa, que permanece sempre branquinha, angelical, de colarinho também alvo como as nuvens boiando sobre Brasília em dia de inverno.
Empenho? Somente como sinônimo de obrigação do governo para com os parlamentares na hora de distribuir valores.
Abrindo nossos cofres, o governo mantém o apoio dos beneficiários diretos, os parlamentares, e do indireto, o eleitorado.
Todos felizes na Praça dos Três Poderes e nós, eleitores, acostumando-nos com isto.

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