![]() |
| Colisão de prótons no acelerador |
Esta semana muito se falou sobre o tal bóson de Higgs, mas ninguém certamente entendeu nada. Isto decorre da falta de objetividade, de ligação com as coisas comuns com que topamos diariamente.
Não é muito difícil de entender, mas dificílimo de detectar e calcular.
Desde os tempos de Newton e Mach passou-se a prestar atenção num fenômeno corriqueiro, mas que causou uma dor de cabeça para ambos na hora de explicá-lo: o tal experimento da água num balde girante, que a faz subir nas bordas enquanto o balde mantém a rotação.
Se você não vê muito nisto, não faz mal: por milênios e até hoje ninguém acha isto importante. Mas ambos os famosos cientistas se preocuparam em explicar o fenômeno, mas não conseguiram. Deixaram para a posteridade resolver.
Peter Higgs há cerca de 50 anos propôs uma teoria, que seria um campo de contra-força, por assim dizer, o mecanismo pelo qual a água se comporta daquela maneira. Não exatamente assim, mas teria tudo a ver.
Para se entender melhor a inquietação e a necessidade de uma teoria, imagine que você mexa seu braço violentamente para baixo e para cima. Facilmente notará que ele resiste em mudar de direção, você fica com calor e cansado após algum tempo. Isto porque a matéria, o seu braço que é constituído de elétrons, prótons e subpartículas tais como os quarks, muda de direção continuamente, para cima e para baixo, conforme falamos.
O que explica a resistência encontrada que nos cansa?
Você poderia dizer que é a gravidade, o peso do seu braço, mas no vácuo estelar, no espaço sideral, aconteceria a mesma coisa. Então não é a gravidade.
Aí é que entra o campo de Higgs, constituído, teoricamente ainda, por partículas que receberam o nome de bósons, assim como a partícula que constitui o campo eletromagnético foi apelidada de fóton.
Então o campo de Higgs é composto de partículas infinitamente minúsculas, que funcionam como um melaço a frear pequenas bolas de gude, que seriam todas as outras partículas móveis existentes, tais como os elétrons e quarks, por exemplo.
O sintoma que resulta desta freada seria o que se considera massa, isto é, substância. Sem o campo de Higgs, todas as partículas dotadas de movimento seriam como os fótons, que é uma partícula sem massa por natureza e, consequentemente, isenta de sofrer acelerações ou desacelerações.
Acelerações positivas e negativas só são possíveis em substâncias. Por exemplo, não é possível acelerar a luz.
Então seu braço sente peso, ganha massa, por lutar contra o campo de Higgs.
Enfim, com ele, você tem braços, existe a Terra, a Lua, a água, a poeira, tudo que você percebe existir como matéria. Sem ele?, nada de matéria, nada de você.
Então seu braço sente peso, ganha massa, por lutar contra o campo de Higgs.
Enfim, com ele, você tem braços, existe a Terra, a Lua, a água, a poeira, tudo que você percebe existir como matéria. Sem ele?, nada de matéria, nada de você.
O que tem isto a ver com um blog sobre política?
Bem, quando o ilustre cientista inglês Michael Faraday demonstrou para um político o primeiro motor elétrico lá no século XIX, o interlocutor perguntou-lhe qual a utilidade da eletricidade.
Faraday respondeu:
- Não sei também, mas um dia o senhor inventará um imposto sobre isto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários com crítica serão sempre bem-vindos, desde que não haja ofensa a qualquer pessoa, cuja avaliação é feita discricionariamente pelo moderador.