Confesso que, com um dos meu posts anteriores, Tudo tem um limite, levei um susto hoje, ao ler alguns artigos: estão emprestando a juros negativos!
Isto é, quem empresta dinheiro recebe menos do que emprestou lá na frente!
Eu juro, sem trocadilho, que nunca tinha ouvido falar sobre isto e, assim, não se pode dizer mesmo que já se viu tudo nesta vida.
Olhando o meu artigo citado, não cometi nenhuma heresia matemática e conceitual, uma vez que, naquele raciocínio, eu tinha posto a expectativa do credor como a de sempre ter vantagens financeiras, como todo e tradicional e bom juro proporciona.
Mas os artigos de ontem falam de outra coisa: empresta-se dinheiro para receber menos e sendo isto vantagem!
O ganho é não perder mais do que se acredita acontecer em breve. Ou seja, empresto hoje a uma fonte que considero segura e que me promete uma devolução de parte do meu dinheiro. E isto me basta. Se vou receber menos, mas um menos calculado previamente, não importa. Não posso é ficar potencialmente com muito menos futuramente, ao sabor das incertezas, que também têm o seu peso no valor das coisas.
Neste artigo da Folha de São Paulo, demonstra-se que a crise na Europa também é de confiança. Quem tem credibilidade ganha dinheiro daqueles que estão em situação difícil, ou seja, os países de economia sólida (por enquanto) aproveitam a chance de explorar os que estão em maus lençóis.
Alguém poderia dizer: "Se não é ético, pelo menos é muito lucrativo".
Neste artigo da Folha de São Paulo, demonstra-se que a crise na Europa também é de confiança. Quem tem credibilidade ganha dinheiro daqueles que estão em situação difícil, ou seja, os países de economia sólida (por enquanto) aproveitam a chance de explorar os que estão em maus lençóis.
Alguém poderia dizer: "Se não é ético, pelo menos é muito lucrativo".
A coisa está mais feia do que parece.
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