A Europa-euro pretende cortar a taxa de juros, rebaixá-la, a fim de incentivar a economia.
Ao cidadão comum, ao leigo em Economia, sugere-se que esta medida tão recorrente que os bancos centrais e demais autoridades encarregadas no planejamento dos países lançam mão vale como panacéia.
Não se fala de controle de gastos, não se fala de planejamento, de ordenação, de segurança jurídica, de contenção aos desvios de conduta, que sempre desemboca em mais custos globais.
Resume-se à funcionalidade freio-acelerador: subindo a inflação, sobem-se os juros; há recessão?, passa-se a foice nas taxas.
Os Estados Unidos, recentemente, arbitraram suas taxas internas em quase zero no ápice da crise dos imóveis e não precisamos de muito exercício para imaginar que o modelo se esgotara, a não ser que, a se insistir nisto, pudesse se cobrar juros negativos, ou seja, pagar alguém para tomar um empréstimo.
O planeta está doente, mas não somente ecologicamente falando, mas o remédio é a visão humanitária em seu mais amplo significado: somos todos sócios e, por isto mesmo, temos o dever de não dilapidar o que quer que seja, pois quaisquer ações sobre uma esfera tende a propagar uma onda reflexiva na sua superfície, onde o ponto de partida também é o de chegada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários com crítica serão sempre bem-vindos, desde que não haja ofensa a qualquer pessoa, cuja avaliação é feita discricionariamente pelo moderador.