quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um quê de Gabriel García Márquez, o amor nos tempos do cólera

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_Rands
Maurício Rands
O deputado federal por Pernambuco, do PT, sr. Maurício Rands, deixou o partido.

Era candidato à prefeitura de Recife, juntamente com o sr. João da Costa, naquelas famosas prévias que a Executiva Nacional do partido anulou, a mesma em que fora derrotado.
A direção do partido sobrepôs um terceiro nome mais a gosto dos maioriais e o ex-ministro e senador sr. Humberto Costa ficou como único candidato.

Isto tudo porque o atual governador de Pernambuco, sr. Eduardo Campos, não queria o sr. João da Costa candidato, a fim de que ele não tivesse a vaidade futura de se candidatar a governador.

Segundo se diz, o sr. Lula influenciou a cúpula executiva do partido para agradar o governador e o nome do senador foi imposto.
Entretanto, feita a troca, o sr. Lula surpreendeu-se com o lançamento de candidato próprio pelo PSB, apoiado justamente pelo beneficiário daquele sacrifício doméstico, o que desagradou gregos, troianos e até a população da China que apoiava o PT, tudo ao mesmo tempo.

Com a casa desarrumada, e em seguida, o PT viu em outros estados esvaírem-se as coligações dadas como certas e a coisa desandou ainda mais no calor das últimas intervenções nada ponderadas do sr. Lula.

Hoje, tem-se a notícia de que o sr. Maurício Rands deixa o PT.

Como era de se esperar diante da fornalha das caldeiras a consumir florestas e mais florestas ribeirinhas no afã de subir o rio, passa a faltar material para o PT, desertifica-se a paisagem, pois lançara mão de tudo que fosse possível para aproveitar a glória das últimas eleições.

De seus integrantes, os que parecem ter um mínimo de amor próprio estão pedindo o boné, nitidamente pelo distanciamento formal de Lula na amarração do que havia de incongruente em tudo em que se havia metido e pelas últimas trapalhadas a indicar a verdadeira natureza do ex-presidente, que é a de usar a única arma que tem (ou tinha),  o tal carisma.

Faltando ou perdendo utilidade, a ferramenta torna-se inútil; nada sobra.
Um formigueiro sem rainha se dispersa em muito pouco tempo.
Os partidos e militantes satélites, sem a cooperação simbiótica, se veem perdidos e prontos a outros subterrâneos.

Os desafetos esfregam as mãos, saboreando a economia de encomendar inseticidas para o que considera deletério.


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