É equivocada e contraditória a posição da CUT (Central Única dos Trabalhadores) - e, de resto, de algumas organizações apoiadoras do Governo - , através de seu presidente, sr. Vagner Freitas, quanto a defender os réus do Mensalão do PT contra um julgamento político, quando sequer os trabalhos do Supremo se iniciaram.
Contra uma suposta politização futura, politiza claramente agora, o que aliás a organização vem fazendo há algum tempo, ao dar palco para manifestações de mesmo teor aos indiciados.
Clama por um julgamento técnico, mas, nas entrelinhas, parece dizer que mobilizará forças caso os réus sejam condenados.
Ora, quando uma decisão da Justiça é política? Que parâmetros teremos para avaliar se foi tendenciosa ou não esta ou aquela decisão?
Algumas medidas há, entretanto, se olharmos para os juízes de per si, para suas origens, seus votos em julgamentos já feitos, mas não é o caso.
É justamente para evitar as tendências pessoais que os órgãos maiores do Judiciário são compostos de vários membros votantes, o que dilui quaisquer resquícios de suspeita na decisão. E é justamente a palavra acórdão (em acordo, em entendimento, concordam entre si) que dá esta garantia, significando decisão conjunta e não sentença.
Se vamos questionar as decisões, então o órgão inteiro é suspeito, mas não existe nada claro, não existe prova cabal, de que o STF tenha agido assim. As discordâncias são válidas, mas são todas subjetivas.
Ou seja, parece dizer que o julgamento dos réus do Mensalão seria justo, não teria característica de decisão política, desde que a favor deles.
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