O sr. Demóstenes Torres subiu à tribuna do senado ontem para pedir desculpas e perdão a todos os senadores que durante seu primeiro pronunciamento, assim que suas ligações com o contraventor sr. Carlos Augusto, vulgo Cachoeira, surgiram, o defenderam no calor das revelações.
Disse que se arrepende, mas que está sendo perseguido.
O sr. Demóstenes confessa e nega, ao mesmo tempo. Perseguido, se arrepende dos motivos da perseguição, mas que não devia ser posto contra a parede por algo que fez. Uma confusão só.
Na verdade, nesse arrependimento - e se fosse verdadeiro - deveria o sr. futuro-ex-senador pedir perdão às vítimas diretas e indiretamente prejudicadas pelas lesões patrimoniais e morais decorrentes dos atos que tiveram sua colaboração explícita.
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| Demóstenes Torres |
Estas sim são as únicas prejudicadas. Seus pares apenas tiveram um constrangimento momentâneo, que não lhes tira o sorriso costumeiro.
Por causa da corrupção de que será julgado em plenário, há filas em hospitais - aqueles que o sr. Lula considera uma perfeição, tal qual o Sírio Libanês em que se tratara -, por causa dos desmandos morais; pelo conchavo entre autoridades e bandidos, balas perdidas voam nas grandes cidades; em razão destas atitudes mascaradas na qual participara, há lágrimas aqui e ali na sociedade.
Cada um teria o que lhe dizer, se ouvisse suas sinceras desculpas, mas ele não é neófito no assunto, não é iletrado: pede perdão apenas ao núcleo da Ilha da Fantasia, lugar onde é muito bem compreendido.
E chora com um olho só.

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