Não creio haver precedente à mão, a não ser em tempo de ditaduras, mas o sr. Lula há muito tempo que se desligara do PT e, assim, governou sem pertencer a um partido de fato.
De direito, lá estava ele, à frente, mas somente para efeitos da legislação vigiada pelo TSE, a quem não deu muita importância diante de algumas multas que recebera como punição somente para inglês ver.
Já tratei do caso aqui em posts anteriores, mas não custa repisar.
O sr. Lula manobrou a população carente através do bolsa-família, os intelectuais por receio de enfrentar os beneficiários do bolsa-família e também os políticos da oposição amendrontados por causa do bolsa-família.
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| Luiz Inácio Lula da Silva |
Aliás, com a visibilidade naturalmente esmaecida pela perda do poder formal, a montagem se desfez, o programa assistencialista não tem tido a força esperada pelo ex-presidente e algumas medidas tomadas por ele nos últimos tempos dá uma amostra do tudo ou nada para compensar a tortura.
Como uma mulher muito bonita na juventude que vê sua glória embaciar ante o espelho pelo efeito abrasivo do tempo, resiste o quanto pode com os botox tóxicos - como o próprio nome diz - que salta aos olhos pelo artificialismo das medidas embaralhadas com o ministro do Supremo, sr. Mendes, com a ingratidão do sr. Eduardo Campos e com a amargura da sra. Suplicy.
A operação plástica cremosa tem deixado mais sequelas nefastas do que propriamente efeito revigorante.
Há notícias de que o PT provavelmente perderá votos nas capitais e que terá dificuldade de se eleger.
O cheio de queimado já foi sentido e a debandada começou.
Descobriram, assim de repente, que o PT era um partido de um homem só, com uma cabeça e centenas de membros sem cérebro aparente, na confortável posição de comandados.
Não houve preparo para acefalia anunciada.
Gerou-se um corpo sem cabeça e uma frustração para aqueles que acreditaram que o PT era diferente dos demais partidos em tudo que existia.
Parece ser verdade, pelo menos teratologicamente.

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