quarta-feira, 11 de julho de 2012

Atenuando tamanhos

Desde que d. Dilma Rousseff assumiu a presidência é dito aqui e ali que seu propósito era o de ser marionete consentida,  servir como um títere cegamente obediente ao sr. Lula.

Não era difícil de se pensar assim, uma vez que a atual presidente não possuía nenhuma experiência política. Diante do gosto que o ex-presidente tem pela cadeira, parecia mesmo - embora não ainda descartada - que alguém distante de uma carreira política profissional lhe seria apenas uma maneira de conseguir um terceiro mandato sem muitos sobressaltos, quando novamente se candidatasse em 2014, quando a lembrança dos índices passados já lhe garantiria a dianteira no novo pleito.
Não seria a presidência atual para valer, mas um mandato tampão para evitar adversários e correligionários também e por via das dúvidas. Seria um arremedo de continuidade, na roupagem de continuidade completa.

Esta semana, d. Dilma jantou no palácio com dois governadores do Nordeste, os mesmos que vinham fazendo movimentos ao largo do PT, quando não o enfrentando declaradamente, por atos e declarações do sr. Lula nas articulações estaduais para a eleição que se aproxima.

Agora uma nova questão: d. Dilma é - ou sempre foi - um braço apenas do sr. Lula, ou a presidente promove-se a cérebro, conserta as coisas e, de quebra, afasta o ex para não causar mais estragos?

Mesmo que seja uma influência do sr. Lula o jantar de apaziguamento dos insatisfeitos, o ex-presidente sai menor a partir deste evento.

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