Há muito tempo que os políticos já não mais representam a vontade popular, sequer parecem levar em consideração a sua existência, a não ser na hora do voto. Isto é um lugar comum, mas a repetição não trouxe o desgate do jargão. Estamos mesmo cada vez mais entregues à nossa própria sorte.
O massacre que está estampado nas primeiras páginas de todos os jornais do mundo hoje, lá no Colorado, nos Estados Unidos, além da perda de vidas, mostra também a perda total de parâmetros para esperar do poder público algo que venha de encontro aos anseios mínimos de todas as pessoas de bem.
Aqui muito mais e lá um tanto também, os políticos cada vez mais são vendáveis e o lobby pelas armas algo grandiosamente mundial.
Por que houve o massacre de hoje? Porque havia armas de fogo. Com uma faca ninguém mataria, sozinho, mais de uma pessoa, o que já seria uma tragédia de grandes proporções.
Com armas de fogo, mata-se sem compromisso, sem envolver-se com as vítimas, porque o crime é feito à distância, convenientemente aos fabricante de armas.
Nos Estados Unidos a cultura da pólvora por detrás de uma lança de chumbo de cabo curto é direito do cidadão. Que seja, mas pagam caro por esta indiscutível visão distorcida.
O dedo no gatilho está por detrás de todos os fabricantes de armas do mundo, principalmente dos Estados Unidos, dos políticos de todos os países do mundo, dos governos de todos os países do mundo, das associações baseadas em armas, dos clubes de tiro, dos clubes de tiro ao pombo e as vítimas somos todos nós, os cidadãos comuns.
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