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| Rui Falcão |
O sr. Rui Falcão, presidente do PT, ecoando a voz do espírito que paira sobre seus quadros e apoiadores, volta a dar sugestão direta ao Supremo Tribunal Federal de como fazer o próprio trabalho.
Conforme o presidente da CUT há poucas horas, politiza sua visão do julgamento e se lamenta previamente do resultado.
Suas palavras soam contraditoriamente entre prece e velada ameaça.
A aparente insensatez explica-se: já deu o acórdão como contra a seus correligionários justamente pelo que está nos autos, mas simula não fazer caso disto para dar a impressão de que ainda tem algum poder de minimamente que seja atenuar os reveses ao influenciar no plano pessoal o colegiado inteiro.
Se pelo menos um dos juizes condoer-se perante tais lamentos e lançar mão durante o seu voto de algum argumento de algibeira a favor de um dos réus, esperaria o efeito dominó do Tribunal a seu favor, afinal milagres acontecem e uma mãozinha imaginária não é de todo desprezível.
Como os desesperados de outras situações, como os que estão marcados para morrer nas primeiras tinturas da aurora, cria um mundo de fantasia, apega-se às palavras, aos símbolos, para conforto temporário da alma prestes a voar.
No fundo, o que mais teme é o julgamento pelos autos.

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